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Bolsonaro afirma que tendência do MP é arquivar relatório da CPI da Covid
Por Bem Parana | Postado em: 28/09/2021 - 08:31

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 27, que a tendência do Ministério Público é arquivar o relatório a ser entregue pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado. "Eu não posso admitir certas acusações. Vão fazê-las. Tudo bem. Vai passar pelo Ministério Público. Eu acho que o MP vai... A tendência é arquivar esse negócio todo. Isso é um circo. Não interfiro em decisões do senhor (procurador-geral da República) Augusto Aras, zero, mas ele tem consciência do que está acontecendo", disse o chefe do Executivo em entrevista à Jovem Pan.

Aras é considerado um aliado político do Planalto e é o responsável por dar andamento a eventuais denúncias sobre a conduta do presidente durante a pandemia que devem ser apresentadas pelo relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). O parlamentar também ganhou críticas de Bolsonaro durante a entrevista: "Me chama todo momento de corrupto. Acho que está olhando para o espelho". O chefe do Executivo garantiu que receberá o relatório "com tranquilidade".

 
 

Facada

Bolsonaro ainda declarou que não está satisfeito com a conclusão da Polícia Federal de que Adélio Bispo, que o esfaqueou durante a corrida eleitoral de 2018, agiu sozinho. "Trocou o diretor da Polícia Federal para a gente continuar investigando, mas no meu ver tem muito interesse para que isso seja abafado", afirmou o presidente.

Mendonça

Na entrevista, Bolsonaro defendeu a indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF), negou que esteja trabalhando contra o ex-ministro da Justiça e disse acreditar na aprovação do nome à Corte pelo Senado. Contudo, o Planalto não tem trabalhado ativamente para pressionar o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a pautar a sabatina de Mendonça no colegiado.

"Espalham boatos de que eu estaria trabalhando contra o André, não tem cabimento", disse Bolsonaro à Jovem Pan. "André Mendonça tem resistência por parte de alguns, mas acredito que passe. (...) André sabe a Bíblia toda e conhece a legislação muito bem", acrescentou. Ao indicar Mendonça, Bolsonaro cumpriu promessa de indicar alguém "terrivelmente evangélico" para a Suprema Corte.

De acordo com o chefe do Executivo, ele não recebeu pressões para indicar o ex-ministro ao STF, mas afirmou que é preciso ter nomes que passem no Senado, a Casa responsável por aprovar indicações à instância máxima do Judiciário. "(É preciso) alguém que tome Tubaína comigo e passe lá por aquele gargalo que é o Senado", declarou. Também por isso, disse Bolsonaro na entrevista, ele indicou o ministro Kassio Nunes Marques, já em atuação no Supremo. "Era o nome que passaria com tranquilidade lá", acrescentou. O presidente também disse manter encontros regulares com Nunes Marques. "Uma vez por mês. Às vezes, duas".

 

Apesar das dificuldades para emplacar Mendonça, Bolsonaro disse que, hoje em dia, a maioria do Parlamento "dança a mesma música" que o governo. Ele ainda voltou a dizer que o presidente que assumir em 2023 indicará dois ministros para o STF. "Devagar, vai mudando", declarou. Em 2023, aposentam-se da corte os ministros Ricardo Lewandowski e Rosa Weber.

O presidente também afirmou que indicaria outro evangélico para o STF caso André Mendonça, seja rejeitado no Senado. "No compromisso que fiz junto aos evangélicos, eu indico outro evangélico. Mas acho que vai dar certo o André", reforçou.

Em seguida, o chefe do Executivo discorreu sobre o perfil que deseja para um ministro da Suprema Corte: "o que eu quero de um ministro do Supremo? A pauta de costumes, a questão da economia, o marco temporal", afirmou, na entrevista.

Bolsonaro, contudo, não quis comentar durante a entrevista sobre a resistência do presidente da CCJ do Senado, Davi Alcolumbre, em pautar a indicação de Mendonça no colegiado, o que travou o processo de indicação do ex-ministro da Justiça. "Não quero entrar em boatos. Todo mundo quer poder", limitou-se a dizer.

Eleições

Apesar de voltar a elogiar a proposta do voto impresso, derrotada na Câmara dos Deputados, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que as eleições de 2022 podem ter credibilidade com o acompanhamento dos processos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelas Forças Armadas.

Em agosto, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, anunciou medidas para ampliar a transparência dos mecanismos de auditoria do sistema eletrônico de votação, criticado sem provas por Bolsonaro, mas considerado seguro por especialistas. Entre as propostas, a Corte eleitoral criou uma comissão externa para acompanhar o funcionamento do sistema eleitoral com a participação de representantes de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Polícia Federal (PF) e as Forças Armadas.

"Tenho certeza que as Forças Armadas não vão aparecer como moldura desse quadro. Nós devemos ter acesso desde a primeira fase até a última fase. Se nós participarmos de todas as fases, com essas outras entidades, dá para você ter credibilidade no sistema", declarou Bolsonaro na entrevista à Jovem Pan. "As sinalizações de Barroso nos dão certa tranquilidade", acrescentou.

Ainda assim, o presidente voltou a questionar a segurança do processo eleitoral. "Obviamente, no sistema eletrônico quando entra fator humano, você fica preocupado", afirmou, na entrevista, sobre a participação de entidades. "Queremos lisura. Queremos garantir que se você votou no João, seu voto foi pro João. A gente quer isso aí. A gente não conseguiu o voto impresso, que seria, ao meu ver, solução ideal", voltou a dizer o presidente. "Eu temo a volta da esquerda, mas se voltar pelo voto, paciência".

A PEC do voto impresso não conseguiu adesão suficiente dos deputados para seguir a tramitação na Câmara. À época, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), havia afirmado que o presidente se comprometeu a não mais tocar o assunto caso a proposta fosse derrotada em plenário, promessa que não se concretizou. O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, chegou a ameaçar Lira por meio de interlocutor de que não haveria eleições em 2022 sem voto impresso, como revelou o Estadão/Broadcast Político.

Mourão

Depois de já ter dito que o vice-presidente Hamilton Mourão atrapalha e compará-lo a um cunhado, o presidente Jair Bolsonaro afirmou agora que o general ainda não está descartado como seu companheiro de chapa nas eleições do ano que vem. "Não está descartado, mas não está garantido", disse o chefe do Executivo na entrevista. Bolsonaro já sinalizou várias vezes que não pretende ter Mourão como vice em 2022, fato já reconhecido, inclusive, pelo próprio vice-presidente em entrevistas.

Questionado sobre quem poderia dividir chapa no ano que vem, se não estiver com Mourão, o presidente disse ter "algumas pessoas" no radar. "Muitos falam que seria bom alguém de Minas ou do Nordeste. Tem que ser alguém sem ambição pela cadeira (de presidente)", destacou. O presidente reconheceu, também, que está atrasado para escolher seu partido para disputar a reeleição.

Bolsonaro disse ainda ao longo da entrevista que é preciso ter mais militares no governo. "Militar não é incorruptível, mas a chance de se corromper militar é menor", avaliou o presidente, desconsiderando as suspeitas de corrupção expostas pela CPI da Covid com possível participação de militares alojados no ministério da Saúde.

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