Desde sexta-feira, estão na Europa o auxiliar-técnico de Tite, Cleber Xavier, e o coordenador do Centro de Pesquisa e Análise (CPA) da seleção brasileira, Fernando Lázaro. A ida deles deixou o ataque da equipe mais próximo de uma definição, mas aumentou o dilema para completar a zaga que irá à Copa do Mundo.
Roberto Firmino, que já era o favorito a ser o segundo “camisa 9” no Mundial – o outro será Gabriel Jesus – arrebentou pelo Liverpool na vitória por 4x3 sobre o Manchester City. Fez um gol e teve grande atuação. Xavier e Lázaro estavam no Anfield e assistiram a tudo de perto.
Na última terça-feira, a dupla viu, no estádio, ao empate por 2x2 entre Monaco e Nice, mas o zagueiro Jemerson, do Monaco, que ainda busca pontos numa disputa intensa pelo último lugar da posição, foi desfalque. Ele se lesionou no fim de semana, no empate sem gols com o Montpellier.
Não é de hoje que tem sido difícil para a comissão técnica da Seleção completar o quarteto de zagueiros. Se por um lado Marquinhos, Miranda e Thiago Silva já carimbaram seus passaportes rumo à Rússia, a outra vaga já passou pelas mãos de Gil, Rodrigo Caio, e teve em Jemerson seu último dono. Nenhum deles convenceu Tite completamente.
Tanto que em novembro Cleber Xavier e Matheus Bachi, outro auxiliar de Tite, foram observar Felipe, zagueiro campeão brasileiro com o treinador no Corinthians, em 2015, e sempre elogiado, apesar de nunca ter sido convocado. Fazia parte da busca por novas alternativas. Justamente diante dos olhares da comissão, ele foi expulso pela primeira vez com a camisa do Porto, ainda no primeiro tempo da vitória por 5 a 2 da equipe portuguesa sobre o Monaco.