O Sindicombustíveis informou na manhã deste sábado (26), que, praticamente, não há mais estoque de gasolina e etanol nos postos de combustíveis, em Curitiba. O abastecimento regular continua interrompido.
Pode ocorrer que algum posto, de forma isolada, venha a obter algum produto, por conta de caminhão-tanque que tenha conseguido furar os bloqueios, ou etanol que venha direto de uma usina. Se isto se ocorrer, é possível que algum posto de forma pontual ainda tenha, ou volte a ter, alguma oferta pequena de combustível.
Entretanto, o sindicato não tem previsão de que isso realmente venha a ocorrer. Também não há condição de quantificar a porcentagem de postos que poderiam estar em atividade.
Informações dão conta que os bloqueios nas refinarias e nas bases de distribuição, em Araucária, continuam impedindo completamente entrada e saída de caminhões-tanque.
Na madrugada, alguns caminhões-tanque tentaram abastecimento na região de Araucária e foram bloqueados pelos caminhoneiros, que permanecem em suas posições.
Não há abastecimento regular. Diante deste quadro, não há condições de quantificar de forma exata número de postos em atividade no Paraná, e em Curitiba, que poderiam ainda ter gasolina e álcool. Se existirem postos que ainda tenham gasolina e álcool, são casos raros e isolados.
O fornecimento de Gás Natural Veicular (GNV), que em sua maioria é realizado por tubulação, ainda permanece em Curitiba e nos maiores centros urbanos. Nos postos maiores, das estradas, pode restar algum fornecimento de diesel.
O Sindicombustíveis espera que os governos federais e estaduais consigam formalizar algum acordo, ou que pelo menos recuperem as garantias de ir e vir dos cidadãos que não queiram aderir à greve. O sindicato já reiterou diversas vezes solicitações de segurança para o fornecimento de combustível, mas até o momento isto não ocorreu.
A entidade analisa o panorama como gravíssimo. Sérios problemas que vão da piora na economia até o abastecimento de alimentos e gerais são iminentes. Isso causa grande preocupação também nos setores da segurança pública e saúde.
Com informações do Sindicombustíveis-PR