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Paraná tem quase 3 mil internações por vírus respiratórios em um mês; Sesa emite alerta
Neste ano, o Paraná registrou 27.533 casos de hospitalização por SRAG e 1.729 óbitos relacionados à doença
Por Bem Parana | Postado em: 17/11/2025 - 10:26

O Paraná registrou 2.884 novas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em apenas 35 dias (4 de outubro e 8 de novembro), um dado que levou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) a emitir um alerta urgente à população sobre os riscos da circulação de vírus respiratórios e a importância crucial da vacinação.

Neste ano, o Paraná registrou 27.533 casos de hospitalização por SRAG e 1.729 óbitos relacionados à doença. A Influenza foi responsável por 431 (24,9%) mortes, enquanto outros vírus respiratórios causaram 273 (15,8%) e a Covid-19, 154 (8,9%).

“A vacinação é a nossa principal e mais eficaz ferramenta para evitar as formas graves e os óbitos causados pelos vírus respiratórios. Com a circulação de diferentes subtipos, como o H1N1, é importante que crianças, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades procurem as Unidades Básicas de Saúde para receberem as doses disponíveis”, afirmou o secretário de estado da Saúde em exercício, César Neves.

A Vigilância Sentinela de Síndrome Gripal (SG) identificou que quase metade das amostras processadas (49,3%) tiveram resultado positivo para vírus respiratórios. Em relação à Influenza, o tipo A (H1N1) foi o mais prevalente, respondendo por 71,2% dos casos positivos.

A análise dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) confirmados revela uma tendência de agravamento em grupos com fator de risco, principalmente menores de 6 anos, com 6.618 casos e 54 óbitos, e idosos acima de 60 anos, com 3.841 casos e 637 mortes, durante todo o período avaliado.

 

Diante do cenário, a Sesa reforça o apelo para que os grupos prioritários mantenham a vacinação em dia. A imunização é a estratégia mais eficaz para reduzir a gravidade e a mortalidade por SRAG.

 

Além da vacinação, que é a intervenção mais importante para evitar o agravamento dos casos, outras medidas são importantes para reduzir a circulação dos vírus respiratórios, como a higienização frequente das mãos, principalmente antes das refeições ou após tossir e espirrar. Quando não houver disponibilidade de água e sabão, o uso de álcool em gel 70% deve ser incentivado.

É igualmente importante cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas e não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, copos ou garrafas. Manter os ambientes bem ventilados, evitar aglomerações e o contato próximo com pessoas que apresentem sintomas gripais também são ações eficazes para reduzir a transmissão.

Crianças e adultos que manifestem sinais da doença devem ser afastados temporariamente de atividades escolares ou de trabalho até, pelo menos, 24 horas após a cessação dos sintomas.

Em caso de sintomas como febre repentina, mal-estar, dor de garganta, tosse seca, dores musculares ou articulares, além de vômitos, diarreia ou rouquidão é fundamental buscar atendimento médico o quanto antes.

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