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Número de casamentos volta a crescer no Paraná, mas preço da festa sobe
Por Bem Parana | Postado em: 04/07/2022 - 08:19

Após dois anos marcados por desmarcações, reagendamentos e falta de previsibilidade por conta da pandemia do novo coronavírus, o mercado de casamentos finalmente está registrando uma retomada. Prova disso é que nos cinco primeiros meses de 2022, conforme dados do Portal da Transparência do Registro Civil, o número de casórios realizados no Paraná cresceu expressivamente, aproximando-se do nível registrado no período pré-pandemia. Os casais que pretendem realizar suas festas, no entanto, devem preparar os bolsos. É que com a volta integral do segmento, o aumento da demanda e a alta da inflação, os noivos estão tendo de gastar mais do que planejavam.
Segundo Claudia Caplan, CEO da Fabrica de Eventos ( empresa de entretenimento fotográfico com 18 anos de mercado), os itens mais caros para quem está planejando o casório são a decoração, especialmente as flores, além da alimentação e bebidas. “Geralmente, gasta-se 25% do orçamento com alimentos e bebidas e de 35% a 40% com flores, móveis, convites, identidade visual, cobertura ou tenda”, explica a especialista.
Acontece que foram justamente esses itens (com especial destaque para as flores e o buffet) que mais subiram de preço, como aponta Mariana Castro Alves, produtora da MCA Eventos, que está há sete anos no mercado. Antes da pandemia, por exemplo, uma festa para 150 pessoas (já com decoração, alimentação, bebidas e locação de espaço, entre outros itens) custaria cerca de R$ 40 mil. Hoje, o evento não sairia por muito menos que R$ 56 mil.
“Tudo subiu demais. O pior de tudo é o buffet, os doces. Tudo subiu demais, leite condensado, chocolate... A diferença [entre antes e depois da pandemia] é de no mínimo 15%, no mínimo”, diz a produtora. “Mês de maio, que é o mês da mãe, das noivas, multiplicou o preço das flores. Uma flor que era R$ 60 foi para R$ 150. Mas o que mais pega ainda é o buffet”, complementa Mariana.

Otimismo é grande para o segundo semestre
Apesar dos pesares, o otimismo e as expectativas são grandes no mercado para o segundo semestre. Após uma primeira metade de ano baseada em reagendamentos, com a realização de eventos contratados antes da pandemia e que foram sendo adiados por conta da crise sanitária, agora é a hora de voltar a vender mais, assinar novos contrato e captar novos clientes.
“Estou confiante na retomada das vendas, porque agora eles [clientes] sabem quando podem fazer o evento. É uma garantia de volta, que meu cliente pode fechar a data e não vai precisar adiar. Estou bem esperançosa e confiança para as vendas. O que nos move são os clientes novos. Pode ser para daqui um mês, daqui um ano, mas está retomando a procura”, diz ela, apontando ainda que os meses de junho, julho e agosto nunca foram tão bons para o setor, são meses frios, mas que desta vez estão movimentados, com muita demanda.
Já Rodrigo Figueiredo, sócio-proprietário da Personal de Casamento, comenta que tem sentido a demanda crescer de maneira extraordinária desde o final do ano passado. “Primeiro trimestre tivemos um crescimento estrondoso na procura e chegamos a fechar uma média de quatro eventos por semana”, diz ele, contando ainda que foi procurado nesta semana por um cliente que quer fazer uma festa de 15 anos para a filha ainda neste ano.
“Contatei 11 lugares de evento, não tinha disponibilidade na data que ele queria. Consegui num espaço, abriram exceção, mas ele teve de abrir mão da data que queria também, porque senão não teria como fazer a festa neste ano”, relata Rodrigo, citando que ainda que a expectativa para 2022 e 2023 é muito grande. “Vamos ter um número de eventos muito grande, podemos ter acúmulo, literalmente, de eventos e de procura num nível nunca visto. Nossa meta [de contratos fechados] para 2023, por exemplo, já fechei em 2022. Tenho casamento para agosto de 2024 já marcado.”

Curitiba registra alta superior a 20% nos casórios em 2022
As boas expectativas do setor de eventos com relação ao casório não são à toa. Segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil, o número de uniões celebradas no Paraná e em Curitiba teve uma alta expressiva neste começo de ano, aproximando-se do patamar registrado no período pré-pandemia.
No estado, por exemplo, foram celebrados 20.394 casamentos civis entre janeiro e maio. O número é 17,14% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando 17.410 casais oficializaram a união entre janeiro e maio, e aponta ainda para uma alta de 31,6% na comparação com o mesmo período de 2020, quando foram registrados 15.493 casamentos no Paraná. Já em 2019 e 2018 foram celebradas 21.255 e 23.606 uniões no estado nos cinco primeiros meses do ano.
Considerando apenas os registros da capital paraense, temos que neste ano houve aumento de 20,6% no número de casamentos, que passaram de 3.142 nos cinco primeiros meses de 2021 para 3.790 no mesmo período deste ano. Se o comparativo for de 2020 (quando foram celebradas 2.637 uniões) com 2022, a variação é ainda mais expressiva, de +43,7%. Nos dois anos antes da pandemia, em 2019 e 2018, haviam sido registrados 4.212 e 4.304 casamentos no Paraná.

Desejo
O sonho à frente do bolso
Apesar da necessidade e da vontade de se economizar, em última instância o casório costuma ser um sonho se realizando para os casais. E quando falamos em sonhos, muitas coisas que poderiam ser consideradas improváveis acabam se tornando possíveis. “O casal dá um jeitinho de se enquadrar e incluir o sonho. Para outros casais, encontramos soluções, fazemos substituições. Cada casal vai tentando se encontrar, combina alguma coisa”, explica Rodrigo Figueiredo.
Esse contorno fantástico do casamento, inclusive, acabou ganhando ainda mais força no pós-pandemia, ainda segundo o especialista da Personal de Casamentos. É que depois da pandemia muita gente passou a valorizar ainda mais esses ritos de passagem, encarando-os, também, como uma oportunidade de celebrar a vida. “O que mais ouço é como as pessoas se sentem privilegiadas de estarem vivas, poderem comemorar com seus entes queridos. Os números são promissores por isso, foram dois anos com as pessoas afastadas, isoladas. O que mais vemos nas festas agora é as pessoas se entregando como se fosse o último dia, querendo comemorar a possibilidade de estar vivo, junto com os outros. É o que vejo em cada festa que entregamos.”

 
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