O senador Jaques Wagner (PT) entregou o cargo de líder do governo nesta quarta-feira (24), após ter sido alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras e outros crimes envolvendo o Banco Master.
Em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que durou cerca de duas horas no Palácio do Planalto, Wagner reiterou sua defesa, disse que se sentia “injustiçado” e negou qualquer envolvimento irregular com Daniel Vorcaro e se ex-sócio, Augusto Lima.
Mesmo assim, o parlamentar afirmou que não quer atrapalhar a reeleição do presidente e aceitou a saída do cargo do governo. Amigo de longa data de Jaques Wagner, Lula esperava que o senador entregasse o cargo sem precisar demití-lo, mas Jaques Wagner resistia por acreditar que sua saída equivaleria a uma confissão de culpa.
De acordo com a investigação, Wagner teria recebido benefícios irregulares de Augusto Lima — entre os principais, consta um imóvel em Salvador (BA) avaliado em R$ 2,4 milhões e até ingressos de R$ 63 mil para um show em Los Angeles, nos Estados Unidos, enviados para familiares do senador.
Em troca, a Polícia Federal alega que o petista teria defendido interesses do Banco Mater no Congresso.
A PF investiga suspeitas de que Jaques Wagner teria favorecido o Banco Master no Congresso Nacional em troca de vantagens indevidas, tese rechaçada pela defesa do senador.
Entre os elementos analisados estão negociações imobiliárias, movimentações financeira