A surpreendente decisão de Ratinho Junior (PSD) de abandonar a corrida presidencial e concluir seu mandato no Governo do Paraná devolve à eleição de 2026 o caráter plebiscitário que marcou todos os últimos pleitos nacionais. Em que pese haver outros pré-candidatos, apenas dois – Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) – devem protagonizar, de fato, a eleição de outubro, antecipando o segundo turno.
Ratinho era a principal aposta da chamada “terceira via”, a candidatura de centro que melhor pontuava nas pesquisas pré-eleitorais. Político jovem, bem avaliado em seu estado após a reeleição e com vários projetos e ideias para apresentar ao Brasil, ele tinha tudo para furar a bolha da polarização. Conquistou o apoio dos correligionários e do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, um entusiasta da candidatura do governador paranaense desde o primeiro momento.
Mas uma “profunda reflexão” feita junto da família no último domingo (22) mudou tudo. “Ratinho está convicto que deve manter o compromisso selado com os paranaenses nas eleições de 2018 e não pode interromper o projeto que tem garantido o ciclo de crescimento econômico do Paraná”, segundo o comunicado divulgado nesta segunda-feira (23).