Em dez anos, os casos de câncer de pele diagnosticados ano a ano deram um salto enorme no Sistema Único de Saúde (SUS). Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) mostram que o número de diagnósticos da doença no Brasil saltou de 4.237 em 2014 para 72.728 em 2024.
Isso em relação aos casos diagnosticados na rede pública. Já a estimativa de casos é mais que o dobro. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o País deveria fechar 2025 com o registro de 220 mil novos casos de câncer de pele.
A projeção nacional, em 2024, foi de 34,27 casos por 100 mil habitantes, ligeiramente abaixo do pico registrado em 2023 (36,28). O câncer de pele é o mais comum, e representa até 33% de todos os casos de câncer no País.
A incidência da doença, segundo a entidade, apresenta um padrão regional claro, com os estados do Sul e do Sudeste concentrando taxas mais elevadas.
Em 2024, Espírito Santo (139,37) e Santa Catarina (95,65) lideraram o ranking, seguidos por Rondônia (85,11), que se destacou fora do eixo regional.
Para a SBD, os índices refletem uma combinação de fatores, incluindo maior exposição solar, predominância de pessoas de pele clara e envelhecimento populacional.
A alta de diagnósticos de câncer de pele no país, segundo a SBD, foi mais expressiva a partir de 2018, quando se passou a exigir o preenchimento do Cartão Nacional de Saúde e da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) em exames para análise laboratorial de células e tecidos coletados para biópsia.