Polícia pede prisão preventiva de ex-marido de Andriely
Soldado da Polícia Militar, Diogo Coelho Costa, está detido temporariamente desde o dia 19 de maio
Por catve |
Postado em: 13/07/2018 - 08:02
A Polícia Civil de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, pediu à Justiça a prisão preventiva de Diogo Coelho Costa, ex-marido da universitária Andriely Gonçalves da Silva, de 22 anos. Acusado de matar a jovem, o soldado da Polícia Militar (PM) permanece detido de forma temporária desde o dia 19 de maio. O prazo da detenção deve vencer na próxima semana e, caso a prisão não seja convertida, ele será solto.
Segundo o delegado Erineu Portes, responsável pelas investigações, a polícia acredita que a Justiça acatará o pedido, já que todos os indícios apontam que Diogo é o autor do crime. "Uma das nossas prioridades é concluir esse inquérito. Todos os laudos estão sendo encaminhados. O principal deles, que é o DNA do sangue encontrado no veículo do soldado, ainda não foi remetido, mas isso deve acontecer nos próximos dias", disse ele em entrevista à Banda B.
Para o investigador, se o exame concluir que o sangue é mesmo de Andriely, essa será uma prova contundente do envolvimento dele no caso. ?Mesmo ainda sem esse resultado, há fortes indícios que apontam para o acusado, por isso representamos pelo pedido de prisão preventiva. Houve negativa por parte dele de esclarecer os fatos e, quando a pessoa se reserva para falar somente em juízo, geralmente não quer produzir provas contra si?, completou Portes.
De acordo com o delegado, o resultado do laudo deve sair nos próximos dias, antes do vencimento do prazo da prisão temporária do suspeito.
O caso
A estudante de Direito desapareceu na madrugada do dia 9 de maio após ser flagrada, por câmeras de segurança, saindo de casa na companhia do ex-marido. As imagens mostram ela entrando no carro dele e, desde então, ela não foi mais vista.
O corpo de Andriely só foi encontrado um mês após o desaparecimento, na Estrada da Graciosa, em Morretes, cidade onde ela nasceu. Devido ao estado avançado de decomposição, a perícia não conseguiu concluir a causa da morte.
Defesa
Desde o começo, a defesa de Diogo nega o envolvimento dele no crime. A versão do soldado dá conta de que ele deixou Andriely perto de uma rodovia na madrugada do desaparecimento, porque ela teria intenções de ir para São Paulo.
Sobre o sangue no automóvel, a defesa alega que se trata de menstruação da jovem, porque ela sofreria de endometriose, o que causava um fluxo muito intenso no período menstrual.
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