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Pandemia pode potencializar a ansiedade de fim de ano
Por Bem Paraná | Postado em: 23/12/2021 - 12:05

Muitas pessoas aproveitam o mês de dezembro para traçar metas para o próximo ano, descansar e celebrar com a família. Contudo, para algumas pessoas esta época é marcada por uma angústia sem motivo aparente e problemas de saúde mental. A psiquiatra Lívia Castelo Branco, da Holiste Psiquiatria, conta que a ansiedade de fim de ano é ocasionada principalmente pela frustração por atividades que não foram executadas e pela insegurança em relação ao futuro.

“Com a pandemia, apesar de já termos muitas flexibilizações, ainda sofremos muitas restrições sociais e impactos econômicos deste período tão atípico. Por este motivo, a preocupação frequentemente observada nas pessoas neste período do ano está superdimensionada em 2021, gerando dificuldade na tomada de decisões, conflitos de relacionamento, aumento do consumo de substâncias e até mesmo transtornos de ansiedade”, explica a psiquiatra.

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o país mais ansioso das Américas: cerca de 9,3% da população brasileira enfrenta problemas de ansiedade. O transtorno é caracterizado pela sensação de medo, preocupações frequentes, dificuldade de concentração, insônia e sintomas físicos, tais como palpitações, inquietação, tremores e falta de ar. Os sintomas causam prejuízo nas relações sociais, rendimento no trabalho e qualidade de vida, demandando apoio profissional para a melhora do quadro.

“A ansiedade é uma resposta natural do organismo que surge como reação emocional a um perigo potencial, descrita como uma apreensão negativa em relação ao futuro. Ela se torna um problema de saúde mental quando o nervosismo é desproporcional ao estímulo, vem em grande intensidade ou frequência, ou por tempo prolongado, interferindo na vida do indivíduo”, detalha.

De acordo com a psiquiatra, atividades de lazer, tais como reunir os amigos ou assistir um filme, podem ser uma estratégia importante, mas nem sempre suficiente para o alívio da ansiedade. Para colaborar, a profissional indica a organização de uma rotina diária com realização de exercícios físicos, práticas como yoga ou meditação, e a busca de suporte emocional. O acompanhamento psicológico se torna fundamental nos casos em que estas medidas não surtiram efeito e quando há persistência dos sintomas, é necessário integrar também o uso de medicações sob orientação de um psiquiatra.

 
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