Membros da bancada de Oposição no Congresso Nacional tem articulado nas últimas 24 horas a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Investigação (CPMI) contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O senador Carlos Viana (PSD-MG), que é candidato à reeleição, é o principal articulador para a abertura dos trabalhos dessa CPMI e declarou nas redes sociais que os pedidos de assinatura “têm avançado bem”.
“Estou extremamente entusiasmado com a adesão que a CPMI DO LULINHA vem recebendo, inclusive com apoio de parlamentares do centro.
O mais importante agora é construir uma CPMI forte, com respaldo amplo no Congresso, para investigar os fatos com independência, requisitar documentos, ouvir os envolvidos e seguir todas as conexões que surgirem.
Essa investigação não pode nascer sob intimidação ou blindagem.
Neste momento, não iremos divulgar os nomes dos signatários, justamente para evitar que esses parlamentares sejam submetidos a pressões do governo antes da formalização do apoio”, postou no X.
Viana ainda encaminhou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de aprofundação da investigação e preservação de provas do caso.
Em março, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), posteriormente nomeado vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pediu o indiciamento de Lulinha durante uma sessão da CPMI do INSS.
Para que seja aberta uma CPMI, 171 deputados e 27 senados precisam assinar o requerimento e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), autorizar o início dos trabalhos.
Atualmente, Lulinha é alvo de três inquéritos autorizados pelo STF que investigam supostos esquemas de favorecimento de empresas junto a órgãos federais como o Ministério da Saúde e a Dataprev, bem como o elo entre a amiga do empresário, Roberta Luchsinger, e o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.