O brutal ataque contra professores e estudantes de uma escola estadual de São Paulo, nesta segunda-feira (27), provocou a morte de uma docente e deixou outros cinco feridos, três professores e dois alunos. O responsável pelos ataques foi um adolescente de 13 anos, estudante da escola e que foi apreendido. Os ataques foram à faca.
O caso, contudo, não é isolado. Segundo uma pesquisa da Nova Escola, organização de impacto social que tem como missão fortalecer educadores para transformar a Educação pública brasileira, a violência é presente de forma geral nas escolas brasileiras.
Segundo uma pesquisa inédita feita pela Nova Escola em agosto de 2022 com 5.300 educadores de todo o Brasil revela que 8 a cada 10 professores relatam casos de violência nas escolas onde trabalham.
Ainda, sete a cada 10 professores percebem aumento na violência nas escolas pós pandemia, especialmente entre os próprios alunos
Entre os que já foram alvo, 51,23% relatam terem sofrido violência verbal. A violência psicológica é relatada por 22,89%, já a violência física representa 7,53% dos casos. De acordo com os profissionais, 50,46% dos respondentes alegam que os estudantes são os principais agressores. Em seguida, 25,6% relatam os pais dos alunos; 11,4% apontam que os agressores são os gestores das escolas e cerca de 9%, citam outros professores ou colegas.
Para 60% dos respondentes, sentimentos intensos e frequentes de ansiedade ficaram mais intensos, já 48% alegam que sentem cansaço excessivo ou baixo rendimento e 42% têm problemas com o sono (insônia ou sonolência).