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No Paraná, escolas têm 370 mil alunos de volta às aulas presenciais e veem desafios na pandemia
Por Bem Parana | Postado em: 02/02/2022 - 09:28

Fevereiro começou e com a chegada do segundo mês de 2022 também teve início o novo ano letivo na rede particular de ensino do Paraná, que neste ano terá como grande novidade o retorno das aulas presenciais em maior escala. Segundo o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Paraná (Sinepe-PR), a expectativa é que 90% das escolas privadas retornem ao modelo presencial, com cerca de 370 mil alunos matriculados nos ensinos infantil, fundamental e médio voltando às cadeiras escolares em todo o estado já a partir desta semana.

A retomada das atividades presenciais segue determinação do Conselho Nacional de Educação (CNE), divulgada no dia 27 de janeiro e válida para todas as instituições de ensino do país, que impôs a volta das aulas integralmente sob o modelo presencial, restando a modalidade híbrida reservada apenas para os casos de extrema necessidade – como eventual infecção por Covid-19 ou determinação dos órgãos nacionais, estaduais ou municipais.

Presidente do Sinepe-PR, Douglas Oliani comenta que as escolas estão preparadas para receber novamente os alunos, com todos os protocolos sanitários — como respeito ao distanciamento, uso de álcool gel, máscara e higienização das mãos — sendo tratados como prioridade. Além disso, ele também lembra que o calendário acadêmico pode sofrer eventuais alterações, a depender das necessidades sanitárias e dos eventos previstos para este ano, no calendário nacional (eleições, Copa do Mundo, etc).

“A alteração da rotina nas escolas ainda permanece sujeita às determinações dos órgãos educacionais e sanitários, bem como das próprias instituições a depender da situação. Enquanto isso, a modalidade presencial permanece sendo a regra”, destaca Oliani.

Presidente do Sinepe-PR, Douglas Oliani comenta que as escolas estão preparadas para receber novamente os alunos, com todos os protocolos sanitários — como respeito ao distanciamento, uso de álcool gel, máscara e higienização das mãos — sendo tratados como prioridade. Além disso, ele também lembra que o calendário acadêmico pode sofrer eventuais alterações, a depender das necessidades sanitárias e dos eventos previstos para este ano, no calendário nacional (eleições, Copa do Mundo, etc).

“A alteração da rotina nas escolas ainda permanece sujeita às determinações dos órgãos educacionais e sanitários, bem como das próprias instituições a depender da situação. Enquanto isso, a modalidade presencial permanece sendo a regra”, destaca Oliani.

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Os cuidados que pais, alunos e escolas devem redobrar

Enquanto os alunos da rede particular retornam às aulas de forma presencial entre esta e a próxima semana, na rede pública de ensino a previsão é que as aulas iniciem no dia 7 de fevereiro (próxima segunda-feira).

Diante da persistência da pandemia, inclusive com agravamento do quadro sanitário nas últimas semanas por conta das festas de final de ano e da circulação da variante ômicron, a pediatra credenciada da Paraná Clínicas, Maria Gabrieal Garbelini, ressalta a necessidade de os cuidados serem reforçados. Outro ponto que a médica destaca é o grande atraso vacinal que algumas crianças possuem, o que pode gerar o contágio em massa de outras doenças.

 

Para evitar situações como as relatadas acima, a diretora do Colégio Stella Maris Água Verde, Ana Cláudia Alexandrini reforça que, além dos protocolos já praticados dentro da instituição de ensino, é importante que crianças e adolescentes estejam vacinados, e não só contra a Covid-19, de forma a garantir uma proteção razoável àqueles que frequentam as aulas presenciais.

 

Momento é de ressignificar o convívio social dos alunos e da comunidade escolar

Segundo o presidente do Sinepe-PR, Douglas Oliani, o momento é de ressignificar o convívio social dos alunos após quase dois anos de pandemia. “É preciso um esforço conjunto das escolas e famílias para que o retorno presencial seja incentivado e viabilizado de forma segura, de modo a garantir o total aproveitamento do período letivo, priorizando o aprendizado, sem esquecer do importante papel desempenhado pelo convívio social e a interação aluno-escola, já tão abalada nos últimos dois anos.”

 

Em Curitiba, inclusive, uma das instituições que retomou ontem as atividades presenciais foi o Colégio Bagozzi. Segundo a coordenadora Angela Basso, a instituição já havia voltado com as aulas presenciais no final do ano passado, quando cerca de 70% dos 1,6 mil estudantes voltaram a sentar nas cadeiras escolares. Neste ano, a retomada está sendo mais efetiva e poucos alunos estiveram ausentes no primeiro dia de aula.

“É um clima maravilhoso. Diria que é inexplicável hoje o sentimento de ver a entrada dos alunos, que chegaram em ritmo de muita felicidade. Além do brilho nos olhos, eles gritavam de alegria ao ver os amigos. Empolgante, emocionante”, diz.

“Realmente é incrível esse momento para nós, ver a escola repleta de alunos, essa alegria, os pais nas reuniões expressando essa confiança na escola. É muito gratificante, isso ralmente o que nos motiva a enfrentar os desafios, porque desafios teremos muitos, mas vai valer a pena”, finaliza a coordenadora.

 

A importância da carteira de vacinação em dia na retomada

Com o surto de doenças respiratórias graves e a pandemia da Covid-19, a preocupação com a saúde e imunidade dos jovens aumenta nesta época de volta às aulas. Mesmo que de máscara e com todos os cuidados que as escolas estão tomando, o contato e possível chance de contágio dessas e de outras doenças é maior. E como crianças, muitas vezes, não apresentam a consciência sobre a possibilidade de vírus e bactérias serem transmitidos pelo contato com as mãos sujas com a boca, nariz, olhos e ouvidos, é importante manter a carteira de vacinação em dia.

 

Além da vacina da gripe e da Covid-19, outras imunizações previstas no Calendário de Vacinação são essenciais para aumentar a imunidade e enfrentar possíveis contaminações com vírus e bactérias. “As vacinas não impedem o contato com o vírus, mas auxiliam na produção de anticorpos para que a pessoa não desenvolva as formas graves da doença”, explica a enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Renata Quadros.

A especialista destaca, ainda, as vacinas contra a doença pneumocócica, oferecida em versões como pneumocócica 10 valente e pneumocócica conjugada 13-valente, indicadas para crianças a partir de 2 meses a menores de 6 anos de idade; e a pneumocócica 23, para crianças a partir de 6 anos, adolescentes, adultos e idosos.

Para a prevenção de doenças respiratórias graves, também são indicadas a tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa) e a vacina quádrupla bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa-VIP). “A imunização deixa o organismo mais forte e, em tempos de pandemia, colabora também para não sobrecarregar o Sistema Único de Saúde. Quanto maior a adesão à vacinação, menor o risco de surtos de doenças no país”, afirma.

 

 

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