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Ministério do Trabalho conclui que houve falha na gestão de segurança de cooperativa onde explosões mataram dez pessoas em Palotina
Outras dez pessoas também ficaram feridas no acidente no Paraná. Inquérito do caso ainda não foi concluído. C.Vale disse ainda não ter sido notificada e que se manifestará quando tiver acesso ao relatório.
Por G1 Paraná | Postado em: 01/03/2024 - 11:29

 

Relatório do Ministério do Trabalho e Emprego sobre as explosões que mataram dez pessoas e feriram outras dez na Cooperativa C.Vale em Palotina, no oeste do Paraná, concluiu que houve um problema na gestão de segurança da empresa.

Segundo o documento, o acúmulo de poeira, gerado pela movimentação de grãos nos silos, criou uma atmosfera explosiva. O ministério disse não ter sido possível determinar o que provocou explosão, se foi uma faísca ou fonte de fogo, por exemplo.

O ministério enviou o relatório ao Ministério Público do Trabalho, que vai avaliar se cabe uma ação civil, e também para a Advocacia Geral da União. A C.Vale disse que ainda não foi notificada e que vai se manifestar quando tiver acesso ao relatório.

Mais de seis meses após o acidente, registrado em julho do ano passado, o inquérito do caso ainda não foi concluído.

O delegado Rodrigo Baptista, responsável pelas investigações, disse pretender concluir o inquérito em cerca de dez dias e que ainda aguarda laudos da Polícia Científica sobre o local da explosão.

A imprensa questionou a Polícia Científica sobre a previsão de conclusão, mas não recebeu uma resposta.

Relembre como foi o acidente 

As explosões sequenciais foram registradas em um silo de secagem de grãos da C.Vale na tarde do dia 26 de julho de 2023. O local é um grande reservatório onde são armazenados produtos agrícolas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o espaço armazenava mais de 10 mil toneladas de milho.

Moradores da região afirmaram que sentiram o tremor causado pelas explosões. Em alguns casos, segundo as testemunhas, vidros das residências chegaram a quebrar.

A série de explosões foi flagrada por câmeras de segurança.

Entre os mortos, a maior parte era do Haiti. 

  1. Wicken Celestin – 55 anos (haitiano);
  2. Alfred Lesperance – 44 anos (haitiano);
  3. Michelet Louis - 41 anos (haitiano);
  4. Jean Michee Joseph – 29 anos (haitiano);
  5. Jean Ronald Calix – 27 anos (haitiano);
  6. Donald ST Cyr – 24 anos (haitiano);
  7. Eugênio Metelus – 53 anos (haitiano);
  8. Reginald Gefrard – 30 anos (haitiano);
  9. Saulo da Rocha Batista – 53 anos (brasileiro);
  10. Francisca dos Santos - 33 anos (brasileira).
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