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Grupo de Cida desiste de aliança com PSDB de Richa
Tucano deve ser candidato avulso ao Senado em ‘acordo branco’ com Ratinho Jr
Por Bem Parana | Postado em: 24/07/2018 - 08:00

O deputado federal e ex-ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), disse ontem não esperar mais o apoio do ex-governador Beto Richa (PSDB) à candidatura à reeleição de sua esposa, a governadora Cida Borghetti (PP). Segundo Barros, Richa deve ser candidato avulso ao Senado em uma espécie de ‘acordo branco’ com o pré-candidato ao governo, deputado estadual Ratinho Júnior (PSD). O motivo da divergência foi a exigência do tucano de que o grupo de Cida não lançasse o deputado federal Alex Canziani (PTB) como segundo candidato ao Senado, o que facilitaria a sua própria eleição ao cargo. Duas vagas ao Senado estão em disputa nas eleições deste ano no Paraná. 
Richa chegou a defender a indicação de Canziani para candidato a vice da governadora, mas a proposta não foi aceita. Já Ratinho Júnior (PSD) - que havia sinalizado lançar os deputados federais Hidekazu Takayama (PSC) e Christiane Yared (PSD), ou fechar aliança com o deputado federal Fernando Francischini (PSL) como candidato a senador - não oficializou nenhuma candidatura na convenção do PSD de sábado. Takayama anunciou ontem que vai disputar a reeleição para a Câmara. 
Convenção - Também no sábado, Richa não compareceu à convenção conjunta do PROS/PMB – que apoiam a Cida - como um sinal de que o PSDB não pretende apoiá-la. Barros afirma que Richa pretende ter apoio de vários partidos para a disputa pelo Senado, e por isso, não deve se comprometer oficialmente com nenhum dos pré-candidatos ao Palácio Iguaçu. Desde que deixou o governo, em abril, o tucano afirmava que a tendência era apoiar Cida, mas chegou a admitir ser candidato avulso ao Senado se não houvesse consenso de seu grupo. 
“O governador deixou o governo e até o presente momento nunca declarou apoio à candidatura da governadora Cida Borghetti. Nós não temos nenhuma manifestação pública do PSDB de que quer a aliança”, afirmou Barros. “O governador não compareceu à convenção do PROS e do PMB, nem mandou alguém para propor o seu nome como sendo apoiado por esses partidos que estão na aliança com a governadora. E o (Ademar) Traiano (presidente da Assembleia Legislativa e dirigente do PSDB estadual) foi na convenção do Ratinho (Jr). Até então nós tínhamos um não apoio à governadora. E agora nós temos uma manifestação clara que o PSDB não deseja estar conosco”, disse o ex-ministro. “O fato dele estar ausente nas convenções dos partidos que formam a aliança que seria a aliança que ele deveria participar é um fato. Nós pretendemos manter a coligação que está proposta em torno da governadora Cida Borghetti”, explicou o deputado.
Esforço - “O governador Beto Richa já deu declarações de que quer ser candidato avulso. Ratinho Jr também não lança senador para um eventual ‘acordo branco’ com o governador Beto Richa. É o quadro que está formado”, afirmou o parlamentar do PP. “Nós teremos chapa pura e completa. Dois senadores. Vamos à campanha”, garantiu.
Barros admitiu ainda que Richa e seu grupo trabalham para atrair o apoio do DEM e do PSB, que inicialmente haviam assumido compromisso com Cida. “Percebe-se que há esse esforço para tirar esses partidos da aliança da governadora”, disse. “O governador, ao escolher a candidatura avulsa ele deve ter ponderado que poderá ter apoio de todas as frentes. De fato ele colocou pessoas a apoiar o Osmar Dias desde o início, a apoiar o Ratinho. Acho que ele pensa em ser um candidato suprapartidário, de uma ampla frente”, avaliou o ex-ministro e marido da governadora. 

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