A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou três casos confirmados de pessoas infectadas por febre amarela na Região Metropolitana de São Paulo. Duas morreram. A terceira pessoa é uma mulher de 27 anos que está internada no Hospital das Clínicas onde foi submetida a um transplante de fígado e está em coma, segundo a assessoria do hospital.
Elas teriam contraído a doença em Mairiporã, cidade a cerca de 40 km de São Paulo, durante as festas de fim de ano. São as primeiras mortes de febre amarela na Grande São Paulo desde que começou a série de mortes de macacos infectados no ano passado.
A secretaria investiga ainda outros três casos suspeitos de febre amarela. Em um desses casos, a pessoa morreu vítima de hepatite.
Segundo Marcos Boulos, coordenador do Controle de Doenças, as vítimas foram viajar para Mairiporã no final de 2017 e acabaram contraindo febre amarela. “A população da cidade está vacinada. Quem é de fora e viaja para essa região precisa tomar a vacina”, disse Boulos.
Desde outubro Mairiporã está com uma campanha intensa de vacinação. Mais de 30 macacos foram encontrados mortos na região por causa da febre amarela. A população local criou uma campanha cobrando providências em defesa dos macacos.
“É muito importante que as pessoas tomem a vacina”, destaca o coordenador. “Também devem passar repelente para evitar a picada do mosquito que transmite o vírus.”
Assim como as pessoas, os primatas são vítimas dos mosquitos Haemagogus e Sabethes, encontrados na zona de mata e que costumam circular em copas de árvores, local de repouso preferido dos primatas. Quando eles são infectados e chegam a morrer, isso indica que existe a circulação do vírus no local, mas eles não podem transmitir a doença para humanos.
Em outubro, a cidade de São Paulo começou a ter parques estaduais e municipais fechados para prevenir a febre amarela. Também foram criadas campanhas de vacinação na Zona Norte, Guarulhos e na região de Itapecerica da Serra, onde também houve registro de mortes de macacos.