Aos 89 anos, Aula Maria Trapp depende de sonda gastrointestinal para se alimentar há seis anos, quando sofreu um forte AVC.
A idosa que era de Cascavel hoje mora com o filho em Boa Vista da Aparecida e todos apreenderam ao máximo os cuidados necessários para a paciente estar sempre bem, confortável e alimentada.
O problema é que a sonda que ela usa precisa ser substituída em média a cada 60 dias e desde outubro o filho, José Trapp, não consegue o material junto à 10ª Regional de Saúde, órgão subordinado ao Governo do Estado.
“Por duas vezes eles me forneceram depois de eu pressionar muito, mas agora desde outubro que não consigo. Não foi feito um cadastro para conseguir a sonda sem burocracia”.
José já esteve várias vezes na regional de Saúde e não consegue o retorno. Cada vez que ele precisa comprar a sonda o custo é entre R$ 200 e R$ 300, valor que pesa no orçamento do agricultor.
“Eles mostram vontade em resolver, mas não resolvem. A impressão que temos é que falta organização para atende este tipo de paciente, a vida da minha mãe depende disso”, afirma.
A Sesa (Secretaria de Estado de Saúde) disse que “o processo de compra já foi liberado e efetuado, a 10ª Regional de Saúde está aguardando a empresa entregar o equipamento”. Não foi informado, no entanto, quando o material chegará de fato à paciente. A Sesa disse ainda que já entrou em contato com a família do paciente.