O delegado de Matinhos, Max Dias Lemos, preso durante operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta segunda-feira (29), teria liberado traficantes de drogas irregularmente, além de adulterado inquérito policial. Ele é investigado por corrupção passiva e falsificação de documentos públicos.
De acordo com o Gaeco, as investigações começaram após denúncias de que traficantes presos enquanto transportavam drogas entre Ibaiti e Matinhos em uma caminhonete S10 foram liberados ilegalmente pelo delegado.
Além da operação em Matinhos, o Gaeco cumpriu mandados de busca e apreensão em residências de Ibaiti, Telêmaco Borba e Matinhos. Também foram presos um ex-policial militar, o sogro do prefeito de Ibaiti e o responsável por uma quadrilha de tráfico de drogas. A ação faz parte da operação Atrox.
O delegado também vai responder por tráfico de drogas. Na casa dele, a equipe do Gaeco encontrou porções de cocaína. Ele foi encaminhado ao centro de triagem, em Curitiba.
Ainda será instaurado um processo administrativo pela Corregedoria Geral da Polícia Civil (CGPC). “A direção da Polícia Civil enfatiza que qualquer ato em desconformidade com as regras de conduta contidas nas leis e no estatuto da Polícia Civil será rigorosamente apurado”, divulgou a Polícia Civil, em nota.
Colaboração Lucas Rocha / Rede Massa