Você está em: Página Inicial > Cotidiano
Câncer de pele: vacina pode reduzir em 44% risco de morte, diz teste preliminar
Por Bem Parana | Postado em: 20/12/2022 - 09:30

Uma nova vacina em fase de testes desenvolvida pelas farmacêuticas Moderna e Merck Sharp and Dohme (MSD) pode diminuir os riscos de morte ou regresso de câncer de pele em pacientes que estão tratando a doença. Os resultados iniciais, ainda não publicados em revistas científicas, foram divulgados este mês e mostram que pacientes que receberam a vacina junto à terapia Keytruda, que aumenta a capacidade do sistema imune do corpo em detectar e combater as células tumorais, tiveram 44% menos chances de morte ou retorno da doença.

O novo produto utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) – a mesma de imunizantes contra covid-19 – e por isso permite personalizar doses da vacina com até 34 antígenos que podem ser detectados em melanomas, o tipo de câncer mais frequente no Brasil, correspondendo a 30% dos casos da doença, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

“É uma tecnologia similar à das vacinas contra covid-19, que permite criar rapidamente novas vacinas a partir de diferentes antígenos. Mas, neste caso, a personalização é feita de paciente para paciente e não em massa, como é feita com as doses atualizadas contra covid. Além disso, as células cancerígenas não sofrem mutações tão rapidamente quanto o vírus”, explica Márcia Abade, diretora médica da MSD Brasil.

Até agora, os testes vêm sendo realizados em 157 pacientes pacientes com melanoma de estágios III e IV que foram submetidos a resseção cirúrgica completa. Em 2023, a vacina passará por uma última fase de testes – que deve ter um grupo de pacientes maior e durar em torno de dois a três anos. Se comprovada a sua eficácia e segurança, ela será comercializada.

Personalização e precisão no tratamento do câncer

Para desenvolver a vacina, a farmacêutica utiliza como base um exame de biópsia do paciente, em que são detectados os antígenos daquele tumor e desenvolvem a vacina personalizada. “Nós fazemos uma análise genética e endereçamos uma vacina específica, individualizada, para aquele paciente”, complementa Márcia Abade. Com isso, segundo a médica, as chances de eficácia tendem a ser maiores.

A aprovação da vacina em teste pode ser um primeiro passo para a utilização dessa tecnologia para outros tipos de câncer, aponta Stéphane Bancel, diretora-geral da Moderna.

“Iniciaremos estudos adicionais em melanoma e outras formas de câncer com o objetivo de trazer um tratamento de câncer verdadeiramente individualizado aos pacientes”, afirma ela. “Estamos ansiosos para publicar os dados completos e compartilhar os resultados em uma próxima conferência médica oncológica, bem como com as autoridades de saúde.”

Últimas Notícias
Cotidiano 04 Mai às 16:06
Recursos foram aplicados na compra das vigas para obra que melhora a ligação entre comunidades
Cotidiano 04 Mai às 08:45
Evento teve estrutura completa, dois trajetos e momentos de confraternização ao longo do dia
Cotidiano 04 Mai às 08:38
A notícia da morte de mãe e filha causou grande comoção entre colegas de trabalho e moradores da região.
Cotidiano 30 Abr às 08:08
A chuva registrada ao longo do dia pode ter contribuído para o ocorrido, já que a pista estava molhada no momento do acidente.
Cotidiano 30 Abr às 08:06
Um dos casos ocorreu na Rua Almirante Barroso, na região central, onde uma árvore caiu sobre um Honda Fit e também atingiu parcialmente uma Renault Duster que estavam estacionados.
Cotidiano 30 Abr às 07:56
Trabalho realizado em Três Irmãs contribui para abastecimento e proteção dos recursos hídricos
Cotidiano 29 Abr às 09:09
Uma massa de ar frio, na retaguarda da frente fria que se deslocou segunda-feira (27) para São Paulo, atingiu a região Sul do Paraná. A temperatura mais baixa de 2026 até o momento em todo o Estado foi registrada às 6h, em Palmas: 3,9°C.
Trazendo o melhor da nossa cidade e região
Tags Populares
Social
Tecnologia e desenvolvimento