A avaliação negativa do trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a 47%, segundo pesquisa Datafolha divulgada no sábado (26). O índice de “ruim ou péssimo” é o maior registrado pelo instituto desde o início da série histórica, em 2019.
A avaliação negativa do trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a 47%, segundo pesquisa Datafolha divulgada no sábado (26). O índice de “ruim ou péssimo” é o maior registrado pelo instituto desde o início da série histórica, em 2019.
De acordo com o levantamento, 31% dos entrevistados classificam o trabalho dos ministros como regular, enquanto 18% consideram a atuação ótima ou boa. Outros 4% não souberam responder.
A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 23 de setembro, com 2.002 eleitores em 125 municípios brasileiros.
A percepção sobre o trabalho do STF apresenta diferenças significativas de acordo com a preferência eleitoral dos entrevistados.
Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 32% avaliam positivamente o trabalho dos ministros, enquanto 24% classificam a atuação como ruim ou péssima.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, 6% fazem uma avaliação positiva do STF, enquanto 69% consideram o trabalho dos ministros ruim ou péssimo.
O levantamento também perguntou aos entrevistados sobre o impacto da atuação do Supremo na eleição presidencial. Para 33%, a atuação dos ministros prejudica a candidatura de Flávio Bolsonaro. Outros 23% afirmaram que o STF prejudica mais a candidatura de Lula.
O Datafolha também investigou a percepção dos brasileiros sobre determinadas condutas dos ministros do Supremo. A situação que recebeu maior rejeição foi a possibilidade de um ministro julgar um processo envolvendo uma pessoa cujo advogado seja seu parente. Para 88% dos entrevistados, essa conduta seria inaceitável.
Também houve forte rejeição à possibilidade de um ministro aceitar convites para eventos pagos por empresas que possuem ações em processos no tribunal. Nesse caso, 85% consideraram a prática inaceitável.
Outras condutas avaliadas foram a participação de um ministro como sócio de uma empresa privada durante o exercício do cargo e o recebimento de pagamentos por palestras de empresas privadas. Ambas foram consideradas inaceitáveis por 78% dos entrevistados.
Já 71% disseram considerar inaceitável que um ministro conceda entrevistas ou faça manifestações públicas sobre processos que ainda estão em julgamento.
A pesquisa também perguntou sobre a criação de um código de ética específico para os ministros do STF. Segundo o Datafolha, 45% dos entrevistados apoiam a criação do código, enquanto 33% são contrários à proposta.
A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 22 e 23 de setembro, com 2.002 eleitores em 125 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026.